domingo, 1 de maio de 2016

Trabalhadores do mundo, uni-vos!

A frase do manifesto comunista escrito oor Karl Marx é o que me vem à mente no dia de hoje: é dia do trabalhador, e não do trabalho como se confunde por aí.
Dia da classe que vende a sua força de trabalho para um sistema que também quer sua alma.  Trabalhadores que se privam mais ainda do que poderiam ter para criar seus filhos.
E é em nome desses trabalhadores pais e futuros trabalhadores filhos que a esquerda brasileira não tem o direito de fazer discurso da derrota. Já temos a mídia manipulada e paga para isso.
Por conta dos acontecimentos hediondos da esfera política brasileira, estamos amedrontados. Mas não há derrota. Há luta. "Nada a fazer, senão esquecer o medo".
Os milhões de trabalhadores que hoje são lembrados nesse primeiro de maio não precisam de medo ou derrota. Esse discurso de fim da linha para a esquerda no Brasil é plantado por essa "mídia nojo" e não pode dar frutos. Os que precisam do Bolsa Família, Prouni, Pronatec, incentivo de agricultura familar e políticas afirmativas não merecem que a esquerda que se autoproclama intelectualizada recue nesse momento. Não temos o direito de tirar dessas pessoas a crença num Brasil pelo que valha a pena lutar. O discurso do fim da história da esquerda brasileira, repito, é uma mentira. E não é retrocedendo no qie se acreditou até aqui que faremos algo de concreto pelo país.
Mesmo com a imundície que os poderes Legislativo e Judiciário estão produzindo, não conseguiram encontrar crime na governante maior. Estão precisando fabricar fatos junto com a mídia para instalar de vez sua quadrilha no poder. Mas a esquerda tem que e vai ser a pedra no sapato dessa gente.  Porque os trabalhadores não precisam que lhe sejam extorquida a humanidade.
A presidente foi criticada por que não se vitimizou diante do mundo na fala na ONU. Alguém ainda em sua ingenuidade  pensou que a "mulher-sem-marido-nas-costas-que-foi-torturada-e-chegou-à-presidência" ia fazer a coitada? Não né. Nunca fui fã da pessoa, mas também nunca me pareceu ser esse seu perfil. Os trabalhadores precisam de alguém que lute, não de vítimas na esfera politic e administrativa do país.
Então, de uma vez por todas, a esquerda precisa levantar, sacudir a poeira e partir pras próximas batalhas, porque vem chumbo grosso por aí. Teremos que lutar dez vezes mais pela Educação, seja de base ou Universitária, pela Saúde, pelos direitos trabalhistas mais fundamentais com o direito à férias, por exemplo, pelas políticas de Estado que foram conquistas dessas classes que realmente produzem e fazem a roda da economia andar. Não é o sistema financeiro que salva um país de uma crise. Ainda mais com a classe política em dobradinha com o setor privado fazendo a vergonha mundial de jogar o país no buraco.
Esta na hora de lutar. Com todas as forças. Contra todas as probabilidades. Porque pra trabalhador nada vem fácil. Ele não tem tempo de sair batendo panela porque precisa trabalhar pra colocar comida nela.
A saída para um país como o Brasil deve ser sempre pela justiça social, conquista e manutenção de direitos. Porque meritocracia é uma das mentiras mais bem fabricadas pelo sistema. Não há meritocracia com ausência de direitos.
Chega de discurso de fim da esquerda brasileira e bora pra luta. Estamos apenas começando.









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