quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Ai meu coraçãoooooooo!!!

Gente, ontem foi um acontecimento na minha vida. Um dia de tanta emoção que parece que não caiu a ficha até agora.
Ainda não chorei, não gritei de alegria. Estou com medo de mim.
Aos amigos do facebook esse post será meio repetitivo, mas aqui eu gosto de escrever mais.
Acordei com meu marido chorando que nem criança, soluçando. Imaginaram um mamute fazendo tal coisa? Pois é. Realiza o ser de 2x2, só de underwear ( termo mais chique pra não expor mais a criatura) vindo na sua direção, vc tendo acabado de abrir os olhos e ainda deitada na cama. Foi essa a cena.
Morreu alguém? Ganhamos na Mega-Sena sem jogar?
Não. Saiu a sentença da adoção da minha Inessa, que agora depois de 5 anos de processo passa a se chamar Inessa Cristina de Carvalho Viegas. Nome de vilã de novela mexicana. Amei.
Eu só consegui abraçar meu mamute e consolá-lo, pois pensei que ele ia ter um troço. Sou uma pessoa que faz análise há uma década, por isso sou menos descompensada que ele, coitado, que só conta com o horóscopo diario.
Mas sei que senti uma onda de adrenalina me invadindo igual nas crises de pânico, mas que dessa vez não ativou a parte ruim da coisa. Uma emoção enorrrmeeeee. Alegria que não sei descrever, pois foi uma espera longa, e semana passada eu disse: "Deus, eu tô exausta com essa espera".
Marido ficou cerca de 3 horas chorando e rindo. Não falei que era descompensado? E eu de olho, porque se desse um surto eu já tinha todo o plano de amarrar e levar pro médico, com um rivotril embaixo da língua. Dele, claro.
Ficamos extasiados, felizes. Ligamos pra família, avisamos aos amigos, todos se alegraram com a gente. Ele no meio do choro quis fazer churrasco. Aceitei porque senão podia levar uma facada, sei lá. A pessoa tava surtada.
Passadas algumas horas meu irmão me liga dizendo que eu tinha sido aprovada nas duas provas escritas para o doutorado. Eu ia na universidade pra ver o resultado. Idiota. Esqueci que se vê essas coisas pela internet. Ainda bem que tenho nerd na família.
Passei pra entrevista, que é a última etapa na semana que vem.
Aí eu pergunto. Pra que fui arrumar essa joça? Agora tô me cagando.
De fralda geriátrica ou não, o fato é que a noite foi uma festa, o tal churras com os amigos foi uma delîcia, e chamar minha neguinha de Inessa Cristina pela primeira vez não tem preço. Ela ficou muito 'selizzz' (sim, ela troca letras, afinal tem 5 anos) por ter o nome da mamãe. E eu num orgulho chamando por nome composto que sempre odiei. Pagando a língua.
E eu tô aqui. Sem chorar ainda. Não é de dar um ódio isso?
É isso.
Tão feliz, tão feliz. Tão felizzzzzzzzzzz.
Bjocas
Fui!


2 comentários:

Aninha disse...

E eu aqui passando mal de rir e chorar, tudo rudo nto e misturado!!!!!

Crica Viegas disse...

Hahaha nem eu sei de onde tiro essas doideiras. Que bom que vc gostou.