terça-feira, 31 de agosto de 2010

SETEMBRO DE LEMBRANÇAS

Lendo o post da Glorinha me lembrei de uma música que amo e embalou parte da minha adolescência, quando sentávamos nas rodas de violão cantando Clube da Esquina.

A música é Sol de Primavera, e me lembro que fazia parte de uma novela bem antiga da Globo chamada Marina, com a atriz Denise Dumont. Credooooo...rsrs...do baú total...rsrsrs

Não sei de que ano é, mas taí a canção linda pra gente relembrar:

Quando entrar setembro e a boa nova andar nos campos
Quero ver brotar o perdão onde a gente plantou juntos outra vez
Já sonhamos juntos semeando as canções no vento
Quero ver crescer nossa voz no que falta sonhar
Já choramos muito, muitos se perderam no caminho
Mesmo assim não custa inventar uma nova canção que venha nos trazer
Sol de primavera abre as janelas do meu peito
a lição sabemos de cor
só nos resta aprender...




quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O AMOR PODE TUDO




Fonte: globo.com





"Que o toque e o cheiro da mãe são importantes para o bebê não é novidade. Mas podem ser mais poderosos do que você imagina. Uma mãe australiana contou como o toque trouxe seu bebê de volta à vida. Os médicos falaram que Jamie Ogg não tinha nenhuma chance de sobrevivência quando ele nasceu prematuro de 27 semanas, pesando apenas 900 gramas. Enquanto sua irmã gêmea, Emily, conseguiu sobreviver, Jamie lutou por vinte minutos, mas foi declarado morto pelos médicos. Eles o entregaram à mãe Kate para que ela e o pai David se despedissem.

Quando recebeu a notícia que seu filho não tinha sobrevivido, Kate desenrolou Jamie do cobertor, colocou perto de seu peito e começou a conversar com ele. "Ele era muito mole. Seus pequenos braços e pernas estavam apenas caindo fora de seu corpo. Dissemos a ele qual era seu nome e que tinha uma irmã”, disse. Depois de duas horas de conversar com o filho, tocá-lo e acariciá-lo, ele começou a mostrar sinais de vida. Em seguida, após sua mãe colocar um pouco de leite materno no dedo e dar a ele, o bebê começou a respirar.

Kate tem certeza de que o contato "pele-a-pele" no seu caso foi vital para salvar seu filho doente. O método conhecido por ‘mãe canguru’, que também é aplicado em hospitais brasileiros, supõe que as mães se tornem incubadoras humanas, mantendo o bebê aquecido. Sabe-se que os bebês de baixo peso que são tratados desta maneira possuem menores taxas de infecção, padrões de sono melhor e menor risco de hipotermia. Mas casos como o de Kate desafiam a ciência.
"


Precisa dizer mais?

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

FUNCIONA MESMO?????






A marca de brigadeiro gourmet Maria Brigadeiro resolveu criar um “remédio” que irá combater qualquer tipo de tensão pré-menstrual, a famosa e temida TPM. Em forma de caixa de remédios, o TPM Alívio tem oito brigadeiros de diferentes sabores.

+ Chocolates de luxo “realizam desejos”

A brincadeira de apaziguar o mau humor com o doce de chocolate foi ideia da proprietária Juliana Motter, autora de "O Livro do Brigadeiro". "Sempre funciona", afirma.

A caixa está à venda por R$ 30 na loja do ateliê.



Bom...meu médico me receitou um remédio de emergência mas disse ao meu marido, que foi comigo na consulta que eu passarei, nós passaremos, ele passará (ou passarinho, vai sair voando vazado...rsrssrsr)por uma, digamos, TPM que vai durar um mês...

Heinnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnn?????

Quero trinta caixas desse brigadeiroooooooooooooooooooooooo!!!!!!

E mais trinta depois que ficar sem maridoooo..HAhhaahahahaahahaha

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

HÁ TEMPO - update

Nos dias de hoje, em que nos atropelamos a nós mesmos com nossa ansiedade, esses provérbios escritos pelo Rei Salomão são bem propícios.

Leia com atenção e pense se pelo menos uma frase não tem a ver com você ou algo que possa ter passado pela sua vida.




Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu:

há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou;

tempo de matar e tempo de curar; tempo de derribar e tempo de edificar;

tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar de alegria;

tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar;

tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de deitar fora;

tempo de rasgar e tempo de coser; tempo de estar calado e tempo de falar;

tempo de amar e tempo de aborrecer; tempo de guerra e tempo de paz.


Tudo isso aí tem a ver comigo, mas acho que estou no tempo de calar. Calar minha alma. Pois o excesso de palavras e pensamentos acabou por potencializar minha ansiedade e tudo se tornou pesado demais pra mim.

Então eu páro e procuro esvaziar a minha mente. Quase impossível. Minha cabeça ferve.

Mas não desisto da procura pela ausência das palavras e dos pensamentos, para com isso aquietar minha alma.

E por não desistir, quem sabe eu consiga o silêncio reparador da vida.


Fiquei pensando demais na música do Renato Russo, que embalou minha adolescência e serve como uma luva pra esse post, por isso o update:


Parece cocaína
Mas é só tristeza
Talvez tua cidade
Muitos temores nascem
Do cansaço e da solidão
Descompasso, desperdício
Herdeiros são agora
Da virtude que perdemos...

Há tempos tive um sonho
Não me lembro, não me lembro...

Tua tristeza é tão exata
E hoje o dia é tão bonito
Já estamos acostumados
A não termos mais nem isso...

Os sonhos vêm e os sonhos vão
E o resto é imperfeito...

Dissestes que se tua voz
Tivesse força igual
À imensa dor que sentes
Teu grito acordaria
Não só a tua casa
Mas a vizinhança inteira...

E há tempos
Nem os santos têm ao certo
A medida da maldade
E há tempos são os jovens
Que adoecem
E há tempos
O encanto está ausente
E há ferrugem nos sorrisos
Só o acaso estende os braços
A quem procura
Abrigo e proteção...

Meu amor!
Disciplina é liberdade
Compaixão é fortaleza
Ter bondade é ter coragem (Ela disse)
Lá em casa tem um poço
Mas a água é muito limpa...



Como diria Michel Jackson, This is it.

sábado, 21 de agosto de 2010

UM DIA FRIO

Ônibus lotado. Uma friagem danada e por isso todas a janelas fechadas. “Valha-me Deus” era a coisa mais leve que Alice podia pensar. Ela conseguiu um lugar entre uma janela e outra e sua claustrofobia tava dando um aviso: “tô chegando”.
Ela fez os exercícios de respiração que aprendeu na internet, fechou os olhos, tentou pensar em coisas boas. Algumas vieram à sua mente, como no dia em que seu namorado mendou três buquês de rosas pro seu trabalho. Ela sorriu sozinha, o cara do lado achou aquilo meio esquisito. Como alguém podia sorrir num ônibus todo embaçado cheio de gente tossindo e colocando outras substâncias esdrúxulas no ar viciado? Enfim, ele não tinha nada a ver com aquilo. Ela sorriu porque quis e pronto.
O trajeto não era longo, uns quinze minutos e ela estava no seu destino. Mas naquele dia frio o universo resolveu conspirar. Sim. Porque Alice tinha mania de perseguição e achava que absolutamente tudo estava contra ela. Até pra nascer deu errado, e teve que sair de fórceps, o que por pouco não afetou a aparência do seu rosto branco. Digressões e digressões povoavam sua cabeça já cheia de problemas.
O ônibus parou no meio da avenida, a chuva apertou um pouco, e começaram os comentários. “Caraca, será que essa gente não cala a boca? São seis e meia da manhã...gente chata”. Um acidente mais à frente causou uma parada no trânsito e o zum zum zum infernal começou. Todo mundo esticando o pescoço, pedindo pra abrir janela, povinho curioso e sádico.
O telefone tocou. Era Beto.”Oi meu amor, onde você está?”. Naquela hora ela pensou em dizer um impropério, mas Alice sabia que Beto era sensível, ainda mais tão cedo, podia desencadear alguma crise que duraria sei-lá-até-quando, porque ele tinha TOC.
Que dupla. Alice era bipolar e conheceu Beto numa sessão de terapia de grupo no Hospital de sua cidade. Claro que ia virar amor. Afinal, quem não se apaixonaria por um homem com mania de limpeza?? Tudo bem que Beto chegava a ser albino de tão limpo, mas ela adorava, pois ele em nada lembrava os fedorentos do seu pai e dois irmãos que morreram num acidente de carro anos antes. “Que Deus os tenha, e os lave”, ela sempre dizia dentro de si quando pensava neles.
Beto falou umas amenidades, era só saudade mesmo, afinal ele só tinha visto Alice na noite anterior e isso era muito pra ele. Chegava a ser angustiante. Mas ela gostava. Ela estava na fase da euforia, pois na fase depressiva ela queria matar e enterrar Beto numa banheira de água sanitária pra ele morrer feliz e limpinho como ele gostava. Mas ela estava bem, já tinha até sorrido seis e meia da manhã...
O acidente não foi grave e tudo se resolveu no tempo do telefonema de Beto, o que levou uns dez minutos. Ela deu graças a Deus quando saiu daquele ônibus morno e sofreu uma rufada de vento gelado no rosto.
Mais um dia estava começando.


Crica Viegas, inverno de 2010.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

MINHA AUTOESTIMA NÃO TÁ NA SUA ESTANTE

"Te vejo errando e isso não é pecado,
Exceto quando faz outra pessoa sangrar
Te vejo sonhando e isso dá medo
Perdido num mundo que não dá pra entrar
Você está saindo da minha vida
E parece que vai demorar
Se não souber voltar ao menos mande notícias
Cê acha que eu sou louca
Mas tudo vai se encaixar

Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

Você tá sempre indo e vindo, tudo bem
Dessa vez eu já vesti minha armadura
E mesmo que nada funcione
Eu estarei de pé, de queixo erguido
Depois você me vê vermelha e acha graça
Mas eu não ficaria bem na sua estante

Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres e outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

Só por hoje não quero mais te ver
Só por hoje não vou tomar minha dose de você
Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se
curam
E essa abstinência uma hora vai passar..."


Essa música da Pitty reflete bem o que tô sentindo

Não tem hora que parece que vc sabe que a pessoa vai te perder mas que nada pode ser feito?

Na verdade, a perda é dupla, ou mútua: as duas pessoas se perdem uma da outra, e isso realmente acontece na vida real.

Nos perdemos de várias pessoas, mas tem umas que nos expulsam de suas vidas, outras a gente que manda sair...

Essa pessoa em especial já tá me perdendo...daqui a pouco não vou me sentir nem mais na obrigação de trocar uma única palavra.

É triste isso.

Mas eu tenho autoestima. E tem uma hora que digo "chega".


P.S. : Essa é a minha "tosca" participação na Blogagem Coletiva Sentimentos promovida pela Glorinha do Café com Bolo. Poderia ter sido melhor, mas não foi desta vez. Na próxima eu venho com um texto mais leve. Porque hoje tô com 100 Kg de aporrinhação.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

CONTOS DE ALICE

Ela já estava com um frio na espinha mesmo antes de sair do lugar. Não sei o que vim fazer aqui” era a pergunta que gritava silenciosamente. “Deixa pra lá, agora não dá mais tempo.” Parecia ter se conformado com o inveitável.

Todos a bordo. Um sonzinho estridente de pré-histeria que lhe cortava os ouvidos. Ela, por mais que tentasse ficar à vontade, não compartilhava daquela alegria pueril. E besta.

O carrinho começou a andar e o filme de sua vida começava a passar na sua cabeça no mesmo instante do “segurem-se todos que vamos voarrrrr!!!”. Ela não via a menor graça em voar. Não nasceu passarinho. Mas já que foi parar ali...

Impressionante como a sensação física de cada subida lenta se parecia com suas tentativas de vencer obstáculos internos. Em cada uma ela tinha a nítida sensação de que levava um ano pras coisas acontecerem , pra cada sonho se materializar. Mas não dava tempo. Vinha a ladeira enorme e tudo ia abaixo em questão de segundos.

Ela tentava seguir as instruções de “gritar” pra abrir os pulmões e espantar o pânico, todo mundo levantando as mãos e uma histeria sem fim. Ela fazia os movimentos, mas não pareciam surtir o efeito catártico nela. Parecia que estava louca. Ou era aquela multidão em festa?

E os movimentos se repetiam em frações de tempo maiores ou menores, os gritos, as risadas, e até mesmo algum choro de “me tira daqui”, “não ando mais nisso”.

Ela não chorou, mas eram essas as frases que ecoavam na sua cabeça. Aquele momento parecia exatamente sua vida: subidas exaustivas, que pareciam não ter fim, descidas tão rápidas que mal se contabilizava o prejuízo e já tinha que subir de novo, aquela coisa arrastada que ia demorar novamente um século emocional.

Começou a entrar em sofrimento. Tinha que sair dali naquela hora senão não responderia por si.

“Moça, a senhora vai pegar esse ônibus ou vai no próximo?”

“Hã?”

Foi ali que se deu o estalo.

Ela estava no ponto do ônibus em frente ao parque de diversões ainda fechado olhando a montanha-russa. A fila tentando andar e ela atravancando a entrada no transporte. As vozes, nada mais eram do que dos companheiros de mais uma jornada de trabalho na vida de cada um.

Aquilo tudo realmente aconteceu, cada sensação interminável. Mas só dentro de sua cabeça. O ônibus tinha chegado e ela tinha que seguir vivendo.



Crica Viegas, inverno de 2010.

domingo, 8 de agosto de 2010

DIA DOS PAIS ATÍPICO

Acho que meu marido nunca mais vai esquecer deste dia. A família foi parar no hospital (ele, meninos e baby Inessa) com muita febre e dores pelo corpo, garganta, tosse...eu não fui porque não me aguento nem sentada que dirá em pé esperando alguma coisa. Fora que a última vez que fiquei em sala de espera no hospital (em 2006, quando tive uma dengue terrível) tive uma das piores crises de pânico da minha vida na sala de espera (que mais parecia uma sessão do INSS) e sequer perguntaram o que eu tava sentindo. Foi horrível.

Depois de uma semana maravilhosa, todos doentes. Pode?

Bom, passamos o dia entre nebulizações, remédios pra febre, banhos, e muita paciência com a bebê que não sabe dizer ainda o que tá sentindo.

Bom, espero voltar aqui melhor nos próximos dias.

sábado, 7 de agosto de 2010

TERAPIA

Bom, já falei aqui no blog do transtorno que tem sido viver com pânico. Quem tem sabe, e quem não tem nem queira saber.

Mas não é disso que vou falar.

Faço o devido tratamento, psiquiatra, vou voltar essa semana pra terapia. Graças a Deus. Porque me faz um bem danado colocar meus monstros pra fora. Todo mundo precisa disso.

Mas não há terapia melhor que a amizade. É sério.

Muitos ficaram sabendo que eu e Mila Viegas, além de aparentadas, somos amigas. Amigas de verdade. Na alegria e na tristeza. Na saúde e na doença. Na riqueza e na pobreza. Se bem que nessa última frase, o primeiro substantivo domina total...rrssrsrsr. A gente é pobre, mas divide a comida.

Apesar de ser uma pessoa naturalmente engraçada, há muito tempo eu não gargalhava como essa semana que passei na serra na casa dela. Nós duas somos escandalosas, gritamos com maridos e crianças (que nem ligam, tá? rs ), caímos de rir logo depois das broncas e por aí vai.

Fizemos sessões de terapia enquanto fazíamos artesanato ou plantávamos flores. Falamos e falamos e falamos, já ficamos cerca de 3 horas ao telefone e o assunto não acaba. Nossos maridos que nos aguenteemmm..rsrsrs...

E é isso.

Procurem seus amigos. Um simples telefonema, não precisa ser um de 3 horas, mas um alô já faz um bemmmm. É sempre muito bom saber que se pode contar com alguém, pedir e dar conselhos, rir e chorar junto. A gente é doida mas a gente chora tá? rs

Dar tantas gargalhadas de doer as banhas foi muiiito bom. Quase nem precisei do meu rivotril SOS que meu médico me passa pra coisas extremas. Porque eu tava tão relax...a terapia das plantas, do friozinho, da pizza à meia-noite com a família na frente da lareira, terapia do jogo de buraco, da arrumação, de brincadeira com a cachorrada...tudo isso dá mais leveza à existência de qualquer ser estressado nessa vida.

E tudo por causa da amizade.

Porque nossos maridos são irmãos.

Mas nós somos amigas.

O Rei Salomão na antiguidade já dizia em um provérbio seu :

"O homem pode ter muitos amigos, mas há amigos mais chegados que um irmão."

Precisa dizer mais?


Bom fim de semana!

Fui!