sexta-feira, 30 de julho de 2010

O TRANSTORNO DA SÍNDROME DO PÂNICO

Sempre fui uma pessoa engraçada. Herdei isso do meu pai, que não sei de quem herdou. Coisas da árvore genealógia.

Apesar de meio tímida (sim), sempre coloquei essa couraça de palhaça pra me proteger de ventuais ataques. Quase sempre funcionou.

Sempre fui conhecida como uma pessoa forte, e sempre fui mesmo. Mas a força tem suas desvantagens, pois é difícil alguém se oferecer como um ombro amigo pra uma pessoa forte. Vc fica meio sozinho.

Tive meus filhos e vivi em muita dificuldade quando eles eram pequenos, mas aguentei firme : meu marido sempre se orgulhou dessa força minha, e muitas vezes ele mesmo me deixou só sem perceber...afinal, alguém que se basta precisa do outro?

O meu mecanismo de defesa era esse. Até o ano de 2006.

Janeiro é o mês do meu aniversário. dia 27, no mesmo dia que a vida me deu de presente meu primeiro filho: Mateus, hoje com 18 anos e um rapaz lindo e inteligente (mesmo).

Foi nesse janeiro de 2006 que perdi meu pai. Não éramos muito próximos, ele sempre foi alcoólatra e essa doença destruiu nossa família. Mas isso é outra história.

O fato é que nunca senti uma dor tão forte, e seis meses depois ela se tranformou num mix de depresssão e trantorno do pânico.

Tive que parar meu curso de design de interiores porque não aguentava me levantar da cama. E não consegui mais retornar.Meus filhos sofreram muito, eram mais novos, não entendiam muito. Meu marido, um anjo. É um homem de valor, tem uma paciência infinita comigo.

Digo isso porque eu estava indo muito bem até esse ano de 2010, quando o pânico veio que nem um tsunami e me derrubou. Tô no chão ainda. Mas vou levantar.

E aí o suporte familiar e de queridos é tudo. Pois a gente fica medroso, cheio de manias esquisitas, e é difícil pras pessoas entenderem e ficarem confortáveis numa situação dessas.

Você está muito bem no cinema e tem que sair correndo. Está caminhando na praia e tem que tirar forças de onde não tem só pra chegar no carro. Está numa loja comprando um sofá, senta nele e começa a chorar..rs....eu até rio disso hj, mas isso aconteceu comigo há duas semanas atrás. Um mico. A vendedora não entendeu nada e até me deu um desconto...rs

Eu não sabia da blogagem coletiva, mas vi que todo mundo escreveu muito bem. Claro, os blogs que visitei. Eu tenho todos esses medos elevados à décima potência. Mas tenho fé que vai passar. É uma fase. Tudo bem que ela já dura 4 anos. Mas vai passar. Tenho certeza disso.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

SONHOS REAIS

"Hoje acordei com uma agonia no peito, daquelas que só uma saudade antiga faz a gente sentir...

Nunca mais te vi, não sei que aparência tens hoje, ou se lembra que um dia existi a tua vida.

Acabei de lembrar: sonhei contigo. Por isso essa sensação de saudade não-sei-do-quê me invadiu logo cedo, mas que o início d rotina foi deixando nebulosa, até meio sem sentido, porque custei aperceber que você povoava minha mente desdea madrugada, aparecendo nos meus sonhos, e fazendo vir à tona sensações que pensava já ter esquecido.

Nunca te esqueci, mas te deixei adormecido no meu arquivo de coisas bonitas que vivi, mas que o curso da vida impossibilitou a plenitude.

Não tinha me dado conta da sua presença tão forte após todos esses anos, a ponto de minnhas mãos escreverem essas linhas que você nunca vai ler, pois você só vai aparecer pra mim assim, como um sonho bom, ma lembrança que faz bem e angustia, pois me deixa em estado de saudade intensa, de saudade extensa..."


Crica Viegas, verão de 2005.