sexta-feira, 11 de abril de 2008

DRUNKOREXIA



Já ouviu falar nas meninas que abusam das bebidas alcoólicas e privam-se de qualquer tipo de comida? Conheça o assustador mundo das drunkoréxicas

Por Sarah Kershaw, do New York Times*

Manorexia. Ortorexia. Diabulimia. Transtorno da compulsão alimentar periódica. Todas as palavras acima são variações dos chamados transtornos alimentares da anorexia e bulimia, e têm pipocado em blogs, na televisão e em artigos de jornais. Agora, o mais novo termo a entrar para essa perigosa lista é a "drunkorexia", expressão criada para designar uma mistura de comportamentos conflitantes: o jejum forçado ou a alimentação exagerada seguida de vômito associados ao consumo abusivo do álcool. Do inglês, drunkorexia é a junção das palavras drunk, que significa bêbado, e anorexia, que é a falta ou perda do apetite em níveis extremos. Em uma adaptação livre para o português, seria algo como bebadorexia ou alcoolorexia. Terapeutas e pesquisadores estão buscando novas formas de tratamento e tentando entender o que motiva as pessoas a agir dessa maneira. Enquanto isso, parece que o glamour e o sofrimento dos famosos as inspira cada vez mais.
Apesar de não ser um termo médico oficial, a drunkorexia sugere um fenômeno envolvendo dependência alcoólica e transtorno alimentar. Ela ocorre principalmente entre mulheres jovens, que bebem excessivamente e não comem o dia todo para compensar as calorias ganhas com o álcool.
Os anoréxicos, por restringir a ingestão de calorias, costumam evitar o álcool. Mas há aqueles que bebem para manter a calma antes de comer ou aliviar a ansiedade depois de exagerar na refeição. Outros enxergam nos drinks sua única forma de sustento alimentar. "Existem mulheres que temem colocar uma uva na boca, mas que não vêem problema em beber cerveja", afirma Douglas Bunnell, diretor do ambulatório do Renfrew Center, na Filadélfia, Estados Unidos. O Renfrew Center é um dos poucos lugares que oferecem tratamento tanto para os que abusam das substâncias químicas como para os que sofrem de distúrbios alimentares.
Bunnell, ex-presidente da Associação Nacional de Transtornos Alimentares, afirma que parte do problema está na obsessão das mulheres em ter um corpo esbelto e na aceitação social de beber ou usar drogas, fatores que se potencializam quando associados ao conceito de que entrar para um grupo de reabilitação é quase um privilégio, coisa chique. "Excesso de álcool virou algo bacana e descolado, e perder peso e ficar magra é um imperativo cultural para as jovens nos Estados Unidos", diz ele.
Psicólogos afirmam que esses distúrbios estão ligados à necessidade de amenizar dores emocionais através do consumo de substâncias químicas ou da ansiedade provocada pelo comer excessivo e a eliminação forçada.
Judy van De Veen, de 36 anos, vive na cidade de Gillette, em Nova Jersey, e é anoréxica desde os 24. Ela lembra que passou fome durante dois meses, comendo pequenas quantidades de comida de baixa caloria. Depois começou a devorar pizzas inteiras, caixas de cereal e muita fast food para forçar o vômito em seguida. Tinha dias em que gastava cerca de 80 dólares em refeições.
Gente, a humanidade está louca de pedra como se diz por aqui...
My God!

3 comentários:

Mila Viegas disse...

Ai... com perdão do humor negro.. não é a toa que ela moram em Gilette. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.
Gente, eu não conhecia este termo. Que coisa louca! Devem se sentir péssimas quando a onda do alcool passa. Sem contar que além de anorexicas, terão cirrose hepática.
Ai meu deus! Fico tão triste ao saber dessas coisas. O Ser Humano perdeu a noção de limite, de respeito. Nossa!

Lucia Cintra Stevenson disse...

Nao sei como e' a divulgacao de beleza por ai, mas infelizmente aqui nos USA e' quase obrigatorio as pessoas serem lindas, jovens e esbeltas. E' uma obcecao tremenda, pois e' uma sociedade fascinada com celebridades magerrimas e influenciadas pelos seus comportamentos.

Nunca tinha ouvido falar desse tipo - drunkorexia - mas e' muito triste. Os jovens sao mesmo influenciados pelos outros, como disse, celebridades, e tb seus grupinhos sociais. Acho que essas pessoas nao devem ter um auto-estima alto suficiente pra ser quem sao, pois se deixam moldar as imagens dos outros. Nunca bebi, fumei, tomei drogas so pros outros me acharem "cool" ou fazer parte de um grupinho.

Mandei sim certas pessoas se fud#$*... quando me enchiam o saco pra essas tais coisas, pois isso me irritava demais (Paula Viegas foi uma delas com cigarro - ela deve se lembrar disso ate hoje).

Temos que ser quem somos e nao nos deixar influenciar pelos outros. Se nao gostam da gente do jeito que somos, nao merecem nossa amizade, nem mesmo estar ao nosso lado. Muito triste! bjos

Lucia Cintra Stevenson disse...

Cade voce, mulher? bjos